A pandemia trouxe para empresas um universo de incertezas e questionamentos que geraram muitos desafios para os líderes e gestores. Manter-se atualizado, tomar decisões que abranjam o cenário atual e com perspectivas para o futuro, preservar a cadeia de valor da empresa, desenvolver um mindset da liderança estratégica voltada ao novo normal, em tempos de reuniões via chats e hangouts, os esforços são muitos.

Pensando em todo esse cenário e como conselheiros de Administração, CEOs e executivos vinculados à estratégia precisam alinhar seu mindset de liderança em torno da retomada e das oportunidades, Léia Wessling, psicóloga e consultora organizacional, autora do Livro “Mindset – Liderança Estratégica”, destaca os cinco elementos-chave neste processo.

O primeiro elemento é o “Pipeline da liderança”. A responsabilidade da liderança é mais sentida e vivenciada durante e após a crise. Há o somatório da gestão de stakeholders à de pessoas, o que o expectro da gestão se alarga, aproximando aqueles que formam a rede de relacionamentos da empresa.  As reuniões, nesse novo normal, são mais frequentemente e os impactos sofridos por um são rapidamente sentidos e apoiados pelos demais. 

O segundo ponto a se considerar é a confiança. A reputação da empresa, baseada em quem ela é, é muito importante no processo de geração de confiança, tão importante quanto o que a empresa faz. Assim, obter avaliação rápida de seus colaboradores, parceiros, consumidores e clientes acerca dos pronunciamentos e atitudes das lideranças empresariais é fundamental. No novo normal, não há com proteger sua reputação, apenas viver a sua integridade. O foco deve estar voltado para o propósito da empresa, seus valores e sua relevância, nesse momento, tornam-se ainda mais importantes.

A Intenção estratégica é o terceiro elemento apontado por Léia. Lideranças empresarias, diante de cenários incertos, somam dúvidas e novos questionamentos. A empresa além de formular e planejar-se estrategicamente, levando em consideração a visão de seus stakeholders, deve estar aberta à diálogos abertos, incorporando ao mindset da liderança estratégica as interferências externas ao seu planejamento. O que nos revela mais um elemento: A tomada de decisão! Decisões centralizadas vem recebendo muito descrédito, porque o momento exige participação e colaboração.  A tomada de decisão é continuamente revisitada, na medida em que novas pessoas e variáveis vão se integrando aos fatos, a reinvenção no novo normal é constante e segui-la parece ser o melhor caminho para enfrentar a crise.

Por último, mas não menos importante, deve-se focar nas metas e resultados. As conquistas econômicas devem caminhar juntas das conquistas sociais e ambientais, caso contrário, o sistema entra em colapso. O compartilhamento de resultados e conquistas é parte do que pede o mundo sistêmico em que vivemos. O benefício comum é parte de da integralização dos elementos. Perdas comuns não talvez exijam medidas conjuntas.