A pandemia do Covid-19 forçou muita gente no mundo todo a ficar em casa. Esse isolamento social trouxe a necessidade do trabalho remoto que acelerou o processo de transformação digital. Mas não bastasse a crise causada pelo vírus, ataques cibernéticos ao sistema financeiro em todo o mundo tem crescido substancialmente. Os sistemas de segurança passaram a ser um dos principais alvos dos hackers e já totalizam um aumento de 238% nos ataques

No país inteiro, cerca de mais de 90% dos bancos tiveram que adotar o formato de trabalho remoto e, desde então, passaram a enfrentar tentativas diárias de ciberataques, especialmente por malwares liberados por hackers que tentam tirar proveito da situação.

Segundo dados do VMware Carbon Black, quase 27% de todos os ataques virtuais são direcionados à bancos ou instituições de saúde. O momento em que a preocupação deveria ser quase que exclusiva para o enfrentamento da crise, os olhares precisam se voltar para a resolução garantir segurança aos clientes. Dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) mostram que, o setor financeiro já investe cerca de R$ 2 bilhões anuais para garantir a confidencialidade de dados dos clientes e sua estrutura de segurança da informação.

Segundo a Allot, fornecedora líder de soluções inovadoras de inteligência e segurança de rede para provedores de serviços em todo o mundo, com a pandemia as técnicas dos hackers estão sendo aperfeiçoadas, elevando a necessidade de monitoramento e controle de sistemas. Entre eles estão o uso de engenharia social e táticas mais avançadas para explorar não apenas o fator humano, mas também elos fracos de processos e tecnologias em uso pela cadeia de suprimentos. Além disso, o uso das famílias de malware Kryptik e Emotet se tornou frequente, assim como a utilização de Obfuse, CoinMiner e Tiggre.

Ataques de Ransomware contra o setor financeiro também aumentaram cerca de 9 vezes desde o início de fevereiro até o final de abril de 2020, e tentativas de destruição, não apenas roubo de informações, vêm se tornando mais comuns. As novas formas de ciberataque vão desde a reedição do antigo phishing, que agora utilizam a Covid-19 como tema, até o crime do motoboy, com abordagens mais sofisticadas e perigosas.

“Analytics, biometria, cartão virtual, QR code e notificações via aplicativo são as principais tecnologias usadas para combater as fraudes, além da essencial conexão criptografada VPN (Virtual Private Network) entre colaborador e empresa, para impedir que terceiros visualizem a transmissão de dados. É importante que todas as organizações – provedores de serviços financeiros, em particular – permaneçam vigilantes diante dessas ameaças em evolução”, explicou Thiago Souza, responsável pela operação da Allot no Brasil.