O ano de 2020 vai ser lembrado na história como um ano atípico, atípico, onde uma pandemia mexeu com as estruturas do mundo, afetando a saúde física e mental das pessoas e transformou a economia dos países em um cenário incerto. E a chegada de algo inesperado, acaba modificando processos que, possivelmente não retornarão ao que eram. Olhando da ótica das empresas, por exemplo, a pandemia deve ser enxergada além das dificuldades, podendo ser palco para desenvolvimento de qualquer gestor.

A pandemia é a nova referência de mudança de um século, promovendo transformações rápidas, que antes “engatinhavam” e que precisaram ser aceleradas para que o mundo não parasse em função do novo coronavírus. Vocês conseguem imaginar essa pandemia sem as conexões de rede que temos disponíveis hoje? Seria tudo bem mais difícil, certamente.

“Hoje, grande parte da população tem celular, consegue conexão com redes de WiFi, as empresas têm soluções de tecnologia em nuvem e de SaaS, que é utilizada também para automatizar processos, reduzir custos. Ou seja, tudo isso deixou de ser um desejo, para ser a necessidade de uma nova era”, acrescenta Celso Sato, presidente da Accesstage, empresa de tecnologia integradora de soluções e serviços para a gestão de pagamentos, recebimentos e tráfego eletrônico de informações financeiras.

O “novo normal”

O “novo normal”, condicionado pela pandemia, impulsionou o trabalho remoto e muitos CEOs e empresários tiveram que se adaptar à força ao novo modelo, tentando as melhores formas de acompanhar os funcionários em home office.

“Para a minha equipe, com a operação indo para um atendimento home office, houve um engajamento muito forte do time. O NPS (índice que mede o grau de lealdade dos consumidores) subiu e bateu recorde. O árduo trabalho para garantir uma cultura interna focada nos clientes, com a intenção de inovar o mercado financeiro, inconformados com o não emprego dos recursos tecnológicos na gestão financeira das empresas, garantiu este aumento em meio à pandemia”, revela Sato.

O presidente da Accesstage, destaca também, que as principais lições que a COVID-19 trouxeram para a empresa é que trabalhar remotamente não dificulta a comunicação, mas sim, amplia. “Manter a produção em home office é a melhor opção, no momento. Mas não todos e nem todos os dias, já que a responsabilidade social é grande com os estabelecimentos e pequenos negócios que estão ao redor das empresas”, acrescenta.

Projeções

Celso revela que o planejamento à longo prazo faz com que algumas situações sejam amortizadas. E que antes da pandemia começar, tinham acabado de implementar ações estratégicas que estavam em planejamento desde o ano passado, como o lançamento da Veragi, que é uma plataforma de crédito saudável. Segundo ele, o projeto fez total sentido para a situação de crise que estamos vivendo.

Além disso, Sato também revelou que a cultura organizacional da empresa teve implementação há dois anos e já está começando a ser enraizada nos colaboradores como um todo, o que facilitou engajamento de todos.

“Afirmar que o COVID-19 é um MBA para qualquer gestor, reforça a ideia de que, neste momento, a prática da matéria “como ser um bom empresário”, ganha espaço. O bom gestor será o que conseguiu se preparar e manter o negócio ativo”, finaliza Sato.