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Open banking já é uma realidade no Brasil

Antes mesmo da pandemia assolar o mundo, fazer movimentações financeiras por canais digitais já era uma forte tendência para o setor. Com a instalação da pandemia, tornou-se uma questão estratégica, uma vez que as pessoas precisaram cuidar da vida financeira sem sair de casa. Agora, visando estimular e promover a inovação em uma área ainda sedenta por novidade, o Brasil finalmente caminha para implementar o open banking em seu sistema financeiro, oferecendo segurança, transparência e comodidade não só aos playersmas aos clientes e a todos os outros setores da economia.

A proposta open banking

Davi Holanda, CEO da Acesso Soluções de Pagamentos, empresa brasileira líder em serviços financeiros, emissão, processamento e gestão de cartões pré-pagos aponta que a proposta permite que o usuário possa compartilhar seus dados da forma como quiser com a instituição financeira de sua preferência.

“Assim, não apenas os grandes bancos detêm a informação e o histórico da vida financeira das pessoas, mas também outras empresas, como fintechs e plataformas de crédito. Isso leva ao aumento na oferta de serviços financeiros e gera concorrência saudável no mercado, não apenas no preço, mas na qualidade. No Brasil, após muito debate entre empresas, sociedade e poder público, o open banking foi regulamentado pelo Banco Central em maio de 2020. O processo de implementação vai começar em 30 de novembro deste ano, com previsão para terminar em outubro de 2021″, destaca Holanda.

Antes da pandemia a maioria das empresas já possuía uma base fiel de clientes, que confiava em seus serviços. Segundo Holanda, agora há possiblidade de ampliar o leque de serviços por meio do open banking. A transformação digital, acelerada pela pandemia, já é uma realizade e fazer todas as transações bancárias do conforto do seu lar, é muito importante para os clientes. “E os empreendedores têm a possibilidade de conversar com esse público bastante específico que, na maioria das vezes, não recebe a devida atenção do sistema financeiro tradicional”, frisa.

Vantagens do open banking

O CEO da Acesso Soluções de Pagamentos sugere que no caso do varejo brasileiro, por exemplo, há três vantagens que as APIs (interface de programação de aplicações, em inglês) podem proporcionar.

A primeira seria a criação de uma nova fonte de receita mediante ampliação da oferta de serviços oferecidos ao cliente final, como abertura de contas, transferências e pagamentos sem a necessidade de estar vinculado a algum banco. A segunda seria a maior eficiência operacional, com contratações de serviços de TED ou produtos com custo menor do que o oferecido no mercado. E por último, o aumento no índice de fidelidade com a criação de um ecossistema onde as pessoas fazem suas compras e, ao mesmo tempo, cuida de sua vida financeira.

Entretanto, Holanda ressalta que há um desafio em qualquer sistema financeiro que é aumentar a eficiência e a velocidade sem sacrificar a segurança da informação. “A boa notícia é que, no caso brasileiro, o Banco Central está com uma atuação excelente, de caráter bastante cooperativo com os agentes de mercado e, principalmente, focado na disrupção saudável que pode trazer ganhos infinitos ao usuário final”, acrescenta.

“O open banking surge para reforçar ainda mais o compromisso dos agentes de mercado com os quesitos de segurança da informação financeira de todos. Agora que o Brasil finalmente deu esse primeiro passo importante, cabe a todos aproveitarem o novo momento do mercado financeiro”, finaliza.

Por Jardeson Márcio

Jardeson é Mestre em Tecnologia Agroalimentar e Licenciado em Ciências Agrária pela Universidade Federal da Paraíba. Atualmente é professor substituto na mesma Instituição e assessora a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Meio Ambiente de sua cidade.
Entusiasta no mundo tecnológico, gosta de arquitetura e design gráfico. Economia, tecnologia e atualidade são focos de suas leituras diárias.
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