Em linhas gerais, a transformação digital é discutida com base nas contribuições para o cotidiano empresarial, principalmente no que diz respeito à forma de trabalho. Há facilidade na execução dos processos e na vida dos profissionais. No entanto, a abrangência do tema nos dias atuais não se limita ao aprimoramento de práticas antiquadas. Para um melhor entendimento da importância de se implementar plataformas de automação, chegar no responsável pelas tomadas de decisão da empresa, por exemplo, é fundamental.

Everton Moreira, CEO da Avanter, tecnologia aliada ao crescimento das companhias traz-nos uma breve reflexão sobre o papel da automação de serviços quanto à potencialização de procedimentos operacionais.

Liderança deve simbolizar mentalidade inovadora

Moreira aponta que as mudanças devem e começam por cima. O gestor, por exemplo, é o grande catalisador da comunicação interna e precisa abraçar com veemência a chegada de novas possibilidades. “Em outras palavras, se comportar de forma omissa durante a transição para um sistema de trabalho totalmente novo não é uma alternativa aconselhável, por mais óbvio que possa parecer. Muitas companhias sofrem com a falta de assimilação da transformação digital pela fragilidade na comunicação escolhida”, destaca.

Não basta apenas implementar serviços de automação, é preciso fomentar a capacitação de profissionais, para extrair o máximo de vantagens nessa relação homem-tecnologia. “O protagonismo estratégico ainda repousa no material humano, e inserir esse conceito é missão de qualquer liderança”, lembra Moreira.

Automação é válvula de escape para os profissionais

Soluções tecnológicas tem ajudado na não execução por humanos, de atividades padronizadas e de caráter exaustivo. Além disso, a tecnologia tem auxiliado no processo de transformação digital, pois validações manuais, armazenamentos físicos de informações delicadas a rigor da lei, são características incompatíveis com o que se espera das organizações.

“Com a máquina preenchendo lacunas e funções básicas, as pessoas, componentes de valor inquestionável, terão tempo hábil e disposição para conduzir tarefas mais estratégicas, que exigem a subjetividade encontrada na percepção humana. A automação cumpre a finalidade de servir aos profissionais e não os ofuscar. A troca é mútua e o maior beneficiado é o próprio negócio” destaca o CEO da Avanter.

Flexibilidade no planejamento através da aliança tecnológica

“Estruturar o ambiente de TI não é um movimento secundário ou de peso menor. Uma das maiores lições herdadas pelo período conturbado nos últimos meses foi que sem o suporte da tecnologia, estratégias em resposta à crise simplesmente não se sustentam”, disse Moreira, que acrescentou que “a transformação digital é uma tendência que se justifica quando colocada em execução. Mas para que ela ocorra de forma gradual e maximizada, pilares organizacionais devem ser levantados. Sem exceções”.

Em resumo, o CEO enfatiza a relevância de se repensar a concepção que o cenário empresarial possui sobre a tecnologia. “Se a inércia operacional quanto a métodos de trabalho ineficazes e antigos é algo minimamente questionável, a ingressão à era tecnológica deve ser encarada com a complexidade que o assunto exige”. Além disso, ele destaca que os gestores devem refletir a elaboração de um planejamento estratégico igualmente inovador.