A crise provocada pelo coronavírus fez com que empresas do mundo inteiro precisasse se adequar às novas demandas de um “novo normal”. Essas empresas vão, inclusive, precisar de solidez para superar esse momento e, neste contexto, a cultura organizacional é um fator determinante. Esse pensamento se alinha com o de Laio Santos, head da Rico.com.br, apresentada durante entrevista para Rafael Marino, CMO da EqSeed, durante episódio do Na Linha de Frente, podcast produzido pela  fintech.

A entrevista

Na entrevista concedida pelo head, entre outros assuntos, Laio detalhou a importância das pessoas para a criação da cultura organizacional e qual é o perfil de líder que mais se destaca nesse cenário.

Segundo ele: “Cultura é um negócio muito forte, que te absorve ou te expele. E quando se tem cultura de fato, é importante que se saiba quem são as pessoas com a maior probabilidade de conseguir encaixar e fazer crescer. As pessoas mais diferentes que eu já vi querem garantir que a todo o tempo elas estejam atentas e que estejam tentando dominar mais o cenário que fazem parte. Essas pessoas navegam melhor e mesmo quando vem uma tempestade, elas estão lá”.

Além disso, Laio ainda afirmou que essas pessoas costumam ter três características: elas fecham gaps, são humildes e aprendem rápido. “Existem KPIs que são ótimos nas empresas, mas que, se deixa no automático, aquele número praticamente se atinge sozinho. Mas existem pessoas que perguntam como é possível crescer, como tornar possível ter mais controle sobre os resultados” acrescentou o head, que acredita que essas pessoas com esse diferencial, correm atrás e fazem o possível, sempre. “Essas pessoas não aceitam navegar no status quo”, acrescentou.

Entretanto, Laio ainda reforçou que cada pessoa tem uma trajetória de vida diferente e que a forma de aprendizado é diferente para cada um. Ele, por exemplo, se considera uma pessoa mais da prática do que de teoria.

“Eu sou um cara muito da prática e muito menos da teoria. A partir do momento que eu vi uma, duas ou três histórias sobre aquele assunto, eu tento entender de uma forma mais prática. E essa é um pouco da minha frustração durante toda a faculdade. Sinceramente, eu me sentia muito mais vivo na empresa do que na aula. Eu me sentia muito mais ‘eu’ na empresa que na faculdade”, conclui.