Depois de mais de 100 dias da pandemia assolar o Brasil, algumas mudanças nas rotinas de pessoas e empresas começam a acontecer, gradativamente. A reabertura de alguns setores do comércio tem feito com que Estados e Municípios comecem a orientar a elaboração dos planos de reabertura das atividades econômicas.

As regras não são homogêneas e dependem da região. Em alguns municípios, por exemplo, temos orientações mais rigorosas e detalhadas. No entanto, em outros, as metodologias para a reabertura das atividades ficarão a cargo de cada associação, sindicato ou o próprio empresário.

“Para as diferentes lideranças, essa (re)abertura significará novos desafios, inseguranças, bem como novas formas de relacionamento com as diferentes partes interessadas (clientes, fornecedores, colaboradores, entre outros). Assim, em um momento de incertezas e oportunidades, o empreendedor antes de entrar nesse novo ciclo de funcionamento deve criar um planejamento focado no equilíbrio econômico e nas necessidades do seu público de interesse”, indicam Taiana Jung e Rui Marcos, Gestora Técnica e Gestor Administrativo-Financeiro da Logos Consultoria, que apontam que, para executar esse planejamento, terá que se atentar para:

Espaço físico

Com relação ao espaço de, deve-se realizar um estudo de viabilidade econômica e financeira com o objetivo de verificar se os custos atuais serão cobertos após a reabertura. O desafio é verificar se o número de clientes atendidos por dia, semana e mês cobre todos os custos, além da manutenção do seu negócio. Cabe lembrar que um elevado número de empreendimentos não poderá atender 100% da sua capacidade. As novas regras, principalmente as do distanciamento social, implicarão obrigatoriamente em um remodelamento dos negócios.

Colaboradores

Já com relação aos colaboradores, deve-se adotar e reforçar ações de biossegurança; desenvolvimento de um plano didático voltado para atitudes e hábitos que o colaborador deverá adotar antes, durante e depois da sua jornada de trabalho; criação de nova jornada de trabalho que evite aglomeração no local e que possibilite o deslocamento dos colaboradores em horários alternativos. As medidas de prevenção e proteção devem ser amplamente divulgadas para todas as partes interessadas para que não gere insegurança.

Clientes

A sociedade está em processo de adaptação ao novo cenário e os líderes das empresas precisam tem a responsabilidade de educar os clientes para receber um “novo serviço” e criar um ambiente com ações de limpeza e higiene que faça o cliente ter uma percepção de segurança com a sua saúde e a da coletividade. A comunicação é fundamental nesse processo.

Fornecedores

O gestor deverá abrir um canal de negociação e dialogar com todos os seus fornecedores com o intuito de demonstrar que o novo cenário exigirá mudanças nos padrões de fabricação, embalagem, transporte, armazenamento, tempo de entrega, recebimento e pagamento das mercadorias e produtos.
Deve-se criar um plano com atitudes, hábitos, procedimentos, práticas, entre outras ações que o fornecedor deverá adotar. E algumas outras recomendações podem entrar nessa conversa, a depender do negócio.
Os gestores da Logos Consultoria acrescentam que os canais devem estar disponíveis não só para compra, mas para consulta e orientação. “Em um momento de incertezas e inseguranças, os líderes dos diferentes setores sociais são responsáveis pela condução e cuidado da criação de um novo cotidiano de vida, finalizam.