Mesmo com todas as medidas tomadas pelos governos federal e estaduais, para conter a propagação do coronavírus, a economia vem sendo extremamente afetada. Milhares de mães em todo o país estão sem trabalhar, pois estão com os filhos em casa, e sua renda gira em torno apenas da ajuda do governo, que nem sempre supre todas as necessidades básicas. Além disso 66,6% das famílias brasileiras encontravam-se endividadas em abril, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Estudo recente a Famivita constatou que 81% das famílias já foram impactadas com perda de renda direta ou indireta. A preocupação com os filhos é um dos principais motivos que faz com que metade das mães queiram que o governo reabra a economia quanto antes. Essa vontade é maior entre mulheres jovens e menos afetadas.

A preocupação e o cuidado que precisam ter com os filhos, que não estão indo paras as creches, escolas e demais atividades que desenvolviam enquanto as mães trabalhavam, tem feito com que essas mães continuem nos lares de todo o país e 82% delas já estão sentindo o impacto financeiro negativo por perda de renda, justamente porque precisam ficar em casa com os filhos.

Em quase todo o país os impactos chegam a assustar. Os estados mais afetados são Rio de Janeiro e Tocantins, onde pelo menos 85% das famílias já perderam renda direta ou indiretamente. Em São Paulo e na Bahia o percentual de afetados também é alto, com 81% das participantes. Já no Espírito Santo e no Rio Grande do Sul é de 80%.

E quando se fala em condições financeiras para ir até uma farmácia e realizar um teste rápido para saber se tem o vírus, apenas 1 em cada 6 brasileiras exibem condições. Assim, o SUS é o único caminho para 84% das mulheres, que convivem com o medo diário de não saberem se estão infectadas ou se alguém da família está. Roraima é o estado com o menor número de mulheres que têm condições de fazer o teste, apenas 6% das participantes. Em Minas Gerais e no Amazonas 15% da população tem condições financeiras para o teste. Já em São Paulo, estado mais afetado pelo vírus, apenas 17% da população consegue pagar pelo teste. E no Rio de Janeiro, segundo estado mais afetado, o percentual é de 16% das participantes.

A vida das mães brasileiras não está sendo fácil nesse cenário de incertezas e dificuldades, e a ajuda do governo é insuficiente, em alguns casos, por isso, a maioria delas clama pela reabertura da economia, para que possam votar a trabalhar e dar uma vida digna aos filhos.