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Como transmitir segurança para as pessoas na internet

Como transmitir segurança em um universo de fakes?

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O acesso à internet tem exigido dos usuários muita cautela, o uso de bons antivírus e o cuidado no preenchimento de informações na internet, por exemplo, pode afastar a ação dos hackers. No entanto, a ação dos criminosos têm se estendido às redes sociais, e-mails ou até mesmo em uma simples mensagem que chega em nosso dispositivo móvel. Os golpes digitais vem crescendo substancialmente nos últimos tempos e transmitir segurança para as pessoas na internet tem se tornado um desafio para o e-commerce.

Antônio Carlos Lacerda, gerente jurídico do Sinthoresp (Sindicato dos Trabalhadores de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de São Paulo e região), aponta que “os riscos podem variar de roubo de dados, clonagem do aparelho celular e até de contas bancárias”.

O fato é que os usuários precisam estar atentos. Se não participou de nenhuma promoção séria, com selo de autenticidade, não se inscreveu em nada que sugerisse entrega de prêmios e recebe uma mensagem dizendo que ela ganhou dinheiro, por exemplo, sem dúvida alguma é mais um desses golpes e passar seus dados nesse momento pode te deixar em apuros mais tarde.

Segurança digital na quarentena

O isolamento social intensificou o uso da internet. Mais tempo em casa, mais tempo online. E nem sempre se está atento aos perigos que a rede pode apresentar. “Segundo uma empresa especializada em segurança digital, desde o início da quarentena, em março, houve 24 milhões de tentativas de golpes na internet, a maioria (usando) o coronavírus como armadilha”, aponta Lacerda.

Com isso, não podemos excluir o lado bom proporcionado pela internet. Se por um lado representa riscos, por outro, pode evitá-los. Grupos de WhatsApp, por exemplo, que geralmente reúne familiares, amigos, moradores de uma localidade inteira, pode servir para avisar sobre ondas de assalto ou movimentações estranhas. “Pequenos empreendedores se fortalecem ao indicar os trabalhos uns dos outros pelas comunidades de Facebook. Ou mesmo lojas no Instagram aumentam seu número de seguidores ao divulgar alguma promoção ou sorteio. Entre diversas campanhas online, há sempre aquelas com o poder de ajudar o usuário e é preciso estar atento para diferenciá-las das maldosas” lembra o gerente jurídico.

Campanha séria: “Trabalhou Tem Direito”

A pandemia gerou instabilidade nos empregos e vida financeira de  milhares de pessoas e, cada valor que entra para ajudar as finanças nesse período é totalmente bem vindo. No entanto, as pessoas estão atentas e com medo de acreditar em campanhas espalhadas pela internet.

Lacerda aponta que esse tem sido um entrave para a campanha lançada este ano “Trabalhou Tem Direito”. A campanha visa localizar mais de 7 mil ex-funcionários do McDonald’s que não receberam o pagamento do PPR (Programa de Participação nos Resultados) proporcional ao período trabalhado.

“O que observamos desde o início é justamente esse receio em acreditar que, de fato, há um pagamento a ser recebido. Muitos ainda não conhecem o trabalho do sindicato e acabam realmente confiando na campanha depois de confirmar com antigos colegas ou pessoas que também foram beneficiadas. Mas não é o caso de todos, então continuamos tentando transmitir uma mensagem verdadeira e confiável”, relata o gerente jurídico do Sinthoresp.

Disseminação de informações da campanha

Lacerda explica que as ações voltadas aos meios digitais é uma alternativa viável de contactar quem está do outro lado da rede, mas que um ser humano é capaz de despertar no outro empatia, segurança e credibilidade. Além disso, ele lembra que “a atuação do sindicato deve ser no meio digital como sempre foi nos espaços públicos: um ambiente de diálogo, troca de experiências, conversas e discussões que visem a conquista de direitos. Por isso, toda nossa estratégia é focada em mostrar vídeos de pessoas que receberam o benefício, espaços de perguntas e respostas e, mais recentemente, ampliação do alcance por meio das redes sociais”.

“Devemos estar onde os trabalhadores estão. Conversar com eles da mesma forma como conversamos pessoalmente. Diminuir a distância a que fomos submetidos e nos reinventar para ajudá-los neste momento. Isso é o que transmite confiança: saber que, do outro lado, não há uma máquina ou alguém de caráter duvidoso, mas um aliado na luta pelos trabalhadores, com um histórico de conquistas em prol do coletivo. Assim, conseguiremos alcançar todos os beneficiários da campanha e reinventaremos o papel do sindicato nos dias atuais”, conclui Lacerda.

Escrito por Jardeson Márcio

Jardeson é Mestre em Tecnologia Agroalimentar e Licenciado em Ciências Agrária pela Universidade Federal da Paraíba. Atualmente é professor substituto na mesma Instituição e assessora a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Meio Ambiente de sua cidade.
Entusiasta no mundo tecnológico, gosta de arquitetura e design gráfico. Economia, tecnologia e atualidade são focos de suas leituras diárias.
Acredita que seu dia pode ser salvo por um vídeo engraçado.

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