Um banco para chamar de seu

Um banco para chamar de seu

Eu acredito que a maior contribuição das fintechs para o sistema financeiro não foi o aumento da base de clientes, a chamada “bancarização” – até mesmo porque mais de 30 milhões de brasileiros ainda não têm qualquer relação formal com os bancos, digitais ou não.

A grande mudança foi a dos paradigmas de relacionamento, com os clientes deixando de ser dependentes de seus bancos, porque a combinação da tecnologia e pouca burocracia das fintechs, somadas ao open banking (hoje, open finance) tornou muito simples abrir uma nova conta corrente, solicitar um cartão de crédito ou transferir sua conta-salário. Cada cliente passou a ser mais importante, individualmente, para as casas bancárias, porque ficou mais caro substituí-lo.

Algumas das novas empresas se tornaram casos de enorme sucesso, com crescimento que pode ser descrito como vertiginoso, e hoje competem em pé de igualdade com as marcas mais tradicionais. Vieram do novo mercado ou aproveitaram as oportunidades para passar de casas de investimento para casas bancárias.

Todavia, são alguns poucos casos, talvez não somem uma dezena, enquanto as chamadas fintechs totalizam cerca de 1300 empresas, segundo levantamento recente do estudo Fintech Report 2022. Essas organizações, que desenvolvem soluções tecnológicas voltadas para o mercado financeiro, se destacam pelos produtos e serviços oferecidos a seus consumidores, como acesso a crédito simplificado e atendimento a segmentos específicos do mercado.

A aceitação do modelo, ainda que como segundo ou terceiro banco, foi vasta, e uma pesquisa global da Finder, consultoria em investimentos, indica que 42,7% dos adultos no Brasil já possuem conta em uma fintech, valor correspondente a 10,7% a mais que em 2021.

O cenário nos mostra também que ainda há muito espaço no mercado para ser conquistado, e uma das estratégias é definir focos de atuação, evitando dispersar esforços e capital hoje escasso e caro. Uma segmentação mais ampla do mercado é pela especialização em termos de produtos básicos da empresa, e assim fintechs podem ser categorizadas como de investimentos, de criptomoedas e blockchain, de seguros, de pagamentos, de gestão financeira, de crédito, de negociação de dívidas, entre outras.

Uma segunda segmentação bem interessante e também conhecida, é a opção pela clientela desejada, onde o foco da atuação comercial e de comunicação é dado pelos grupos e pessoas que o banco quer atingir. Uma análise das possibilidades abertas e que estão sendo trabalhadas chega a ser curiosa, indo de bancos destinados a pessoas politicamente orientadas para a esquerda a outro que atendem apenas a cooperativas.

Segue uma lista com alguns exemplos:

Micro e pequenas empresas associadas à ACSP (ACCREDITO), clientes de tendência política de esquerda (Leftbank), moradores de comunidades periféricas (G10 Bank), financiamento de honorários advocatícios (Lucree), financiamento de tratamentos de saúde (ICA Bank), apenas crédito contextualizado por IA – Aarin, focado no público negro (Conta Black), para a comunidade LGBTI+ (Pride Bank) e focado em ONGs (Impact Bank), e ainda teríamos a Z1 Bank, conta digital para a geração Z (menores de 18 anos) e muitas opções mais.

Faltou uma segmentação, que pode ser uma das mais importantes para o crescimento deste mercado e que é pouco debatida: o segmento do “meu público”.

Empresas de grande porte e com clientelas também de grandes dimensões, incluindo públicos interno e externo, podem viabilizar seus próprios ecossistemas, aproveitando a sua base de clientes e as informações que já domina a respeito de suas necessidades bancárias e similares. Com uma arquitetura de fintech desenhada especificamente para cada tipo de empresa e da base de clientes, de forma a apresentar-se com diferenciais competitivos, em relação principalmente aos bancos comerciais.

A tecnologia está a favor de quem está atento à inovação. Os recursos estão disponíveis, as cada vez se desafiando mais e caminhando rumo à transformação de seus setores de atuação. A revolução está batendo às portas e tocando as campainhas a fim de buscar negócios disponíveis e arrojados. Sua empresa está preparada para atender esse chamado?

*Douglas Barrochelo, é o CEO da Biz, uma fintech que oferece uma plataforma completa de payment, banking e fraud-prevention. O executivo é bacharelado e especialista em tecnologia e engenharia pelas Universidades Cruzeiro do Sul e Presbiteriana Mackenzie. Iniciou sua carreira na Biz em 2011, como Software Enginner Jr, foi crescendo internamente e alavancando sua trajetória ano a ano e em 2020, tornou-se CEO da companhia.
A Biz permite que outras empresas possam ser um “banco”, oferecendo aos clientes: conta digital, cartões (débito, crédito, benefícios flexíveis, cargo), adquirência e soluções de crédito. Tudo isso com marca e cores da empresa.

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