A pandemia deve acelerar o processo de automação no mundo inteiro, segundo especialistas. Ao contrário do que se pensava, a automação nas empresas apenas “engatinhava”. No entanto, uma pesquisa da agência Ernst & Young aponta que 36% das empresas globais estão acelerando os planos de automatização após a pandemia.

Para o especialista brasileiro em automação, Vagner Ortiz, Consultor de Vendas da Datec Soluções Industriais, empresa especializada em projetos especiais para  Codificação Industrial, Robótica, Encaixotamento, Paletização e Equipamentos Especiais, as empresas brasileiras deverão seguir esta tendência, principalmente porque perceberam cada vez mais a importância de acompanhar o mercado em constante mudança.

Ortiz aponta que as transformações na indústria vêm acompanhando as necessidades das novas gerações. “Já passamos por três grandes revoluções industriais. Em meados dos anos 2000 deu-se início a 4º, que é a continuação do aperfeiçoamento das máquinas e que tornam as linhas de produção mais ágeis, competitivas e confiáveis. Isso possibilita uma adequação mais eficiente das indústrias a demandas de seus clientes, bem como eleva o nível de exigência do mercado”, explica.

O especialista aponta que o cenário de crise fez com que as indústrias reavaliassem seus investimentos. Passado este período, por exemplo, o centro do debate será como a indústria reagirá pós-momento de estagnação.

Brasil no ranking de automação

Relatório anual 2019 da Federação Internacional de Robótica (IFR) aponta o Brasil em 18ª posição no ranking de países mais robotizados. São 0,6% do total de robôs instalados no mundo, que conta com estoque de 2.439.543 de unidades em operação.

Emanuel Santette, Gerente de Automação da Datec Soluções Industriais, aponta que a baixa cultura de automação, falta de incentivos fiscais e a pouca quantidade de estudos na área, por exemplo, é o que permite o atraso brasileiro.

Além disso, Emanuel acredita ainda, que a importância da incrementação da robótica e automação no ambiente industrial vai muito além dos ganhos econômicos e de produtividade, ela é de suma relevância inclusive para atender aos aspectos humanos e sanitários.

“Automação e robótica deve ser encarada não como inimigo do emprego e sim como uma aliada ao crescimento do negócio. Ela retira do operador os trabalhos de risco e insalubres e possibilita a geração de atividades mais humanas e complexas como de avaliação e planejamento”, explica Emanuel Santette.