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O setor de TI está sendo impulsionados pelo coronavírus

Uma grande sacada das empresas no passado, foi incrementar os serviços de TI, aumentando as equipes e, consequentemente, trazendo agilidade e eficácia aos processos. A busca por especialização da área gerou profissionais extremamente capacitados que, hoje, conseguem auxiliar ainda mais as empresas nas quais prestam serviços.

A crise trazida pelo Covid-19, impactou quase todos os setores de empresas de diversos ramos, mas parece não ter causado tanto efeito assim nos setores de TI. Um levantamento feito recentemente pela Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação) mostrou que mais de 10% das empresas de TI devem contratar em meio à crise. Em suma, enquanto em alguns setores as demissões são inevitáveis, no setor de TI, as contratações devem crescer, mesmo em meio á crise.

Anderson Mancini, fundador da Neotix Transformação Digital, juntamente com dois colaboradores, Hugo Felipe, Head de Tecnologia da empresa e Thais Mariano, gerente de RH na Neotix, destacam que a alta rotatividade do setor é algo que preocupa os profissionais.

Substituição do homem pela máquina?

O Wall Street Journal divulgou uma pesquisa da KPMG, onde os funcionários das empresas de tecnologia revelam temer perder suas funções para a automação, inclusive para ferramentas usadas em reposta à pandemia.

Apesar de haver uma discussão acerca da substituição do homem pela máquina há décadas e esse processo já estar em andamento, isso vem acontecendo apenas em tarefas repetitivas ou que exigem esforço físico, na maioria das vezes. A verdade é que esse processo vem acontecendo mais lentamente do que o que sempre se imaginou.

O momento exige capacitação e as empresas têm feito esse investimento em seus profissionais e no aperfeiçoamento de processos internos de trabalho. A ideia é que ao aumentar a demanda de trabalho, todos estejam prontos para agir rapidamente. “Como a evolução está cada vez mais ligada aos negócios, a tecnologia por si só deixou de ser o ponto mais importante, dando o lugar de destaque para as pessoas que fazem as coisas acontecerem” apontam Mancine e colaboradores.

Eles também revelam que: “Por isso, apesar das empresas ainda buscarem as hard skills, como conhecimento técnico, raciocínio lógico ou facilidade em trabalhar com números, são as soft skills que fazem toda a diferença, como o relacionamento entre equipes, comunicação e organização. A lógica é que, uma vez que a pessoa adquire um conhecimento técnico, ela o leva para o resto da vida. Já as habilidades comportamentais são mais difíceis de desenvolver”.

Aperfeiçoamento

A insegurança em achar que será substituído por uma máquina, pode dar lugar a um alerta para não ficar parado. O ponto-chave nesse processo é a preparação para os cenários futuros, que serão cada vez mais tecnológicos e a solução talvez esteja em aperfeiçoar aquilo que uma máquina não pode fazer, como relacionamento interpessoal, gestão de pessoas e empatia. Isso, com certeza, abrirá mais portas que apenas o conhecimento técnico.

“Outro ponto importante é que, hoje, as empresas investem, em média, 8% do faturamento em TI. Este investimento deveria aumentar, pois ficou claro que essa é uma área fundamental para a operação e com bom retorno sobre investimento, especialmente quando o trabalho presencial e setorizado em departamentos fica impossibilitado, como está ocorrendo agora, durante a pandemia”, destaca a equipe da Neotix.

Transformação digital

“A transformação digital forçou a reinvenção de algumas empresas que não utilizavam a tecnologia. Agora, o desafio é integrar as mudanças à cultura organizacional. Assim, será indispensável um aumento dos investimentos em TI, não só com infraestrutura e software, mas também no trabalho da criação de uma nova cultura, serviço que é geralmente fornecido por consultorias de transformação digital.”

“Demos início a uma corrida contra o tempo, em que as empresas com maior investimento em transformação digital estarão mais preparadas para sobreviver à crise. E é assim que o setor de TI se tornará um forte aliado dos negócios”, finaliza a equipe da Neotix.

Por Jardeson Márcio

Jardeson é Mestre em Tecnologia Agroalimentar e Licenciado em Ciências Agrária pela Universidade Federal da Paraíba. Atualmente é professor substituto na mesma Instituição e assessora a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Meio Ambiente de sua cidade.
Entusiasta no mundo tecnológico, gosta de arquitetura e design gráfico. Economia, tecnologia e atualidade são focos de suas leituras diárias.
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