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O que o “novo normal” não conseguirá mudar no antigo

O que do “antigo normal” não irá mudar?

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A pandemia trouxe um cenário de incertezas em que o mundo inteiro foi mergulhado. Pessoas se virão obrigadas a trabalhar remotamente e se adaptar ao modelo de home office. Para alguns, as mudanças aconteceram e parecem ser seu “novo normal”. Entretanto, para outras tantas pessoas  algumas coisas não vão mudar.

Como fica o antigo normal?

Ana Alice Limongi, Diretora de Desenvolvimento Humano e Organizacional da Neobpo, empresa que está mudando a maneira de como as organizações interagem com seus consumidores, destaca que algumas coisas permanecerão iguais. “Algumas coisas não mudarão. Mesmo. Entre elas, posso citar as boas práticas de gestão permanecerão ser de sucesso após esse processo vivido. Mais do que nunca, tenho constatado que ser líder – não só neste momento, mas, principalmente, nos próximos tempos que virão -, requer saber dosar na medida certa respeito, proximidade, interação, empatia, adaptabilidade e engajamento. Como as peças de um quebra-cabeça que se unem formando um belo desenho, todas essas competências permanecerão como o diferencial dos bons líderes.  Talvez um dos legados mais positivos que a vivência da pandemia nos proporcionou seja reconhecer ou ressignificar a importância sobre as relações” aponta.

Segundo Limongi a existência da liderança nunca vai acabar e que a relação entre líder e liderado permanecerá a mesma, a necessidade de direcionamento seguirá sendo a mesma, e o home-office, irá ocorrer em temperatura e pressão diferentes do que ocorre no processo de pandemia.

Além disso, para ela, a instalação do home office foi algo imposto pela pandemia e não será eterno. “E, mesmo que os gestores e empresas façam esse movimento – ou seja, alocando as pessoas para trabalharem em suas casas -, o contato humano permanecerá como algo essencial para alavancar a produtividade. E o mesmo vale para o home-office, uma solução que pode trazer qualidade de vida quando bem aplicada. Indo ao que interessa, liderar significa oferecer presença. Seja física ou remota”, frisa.

E qual “normal” seguir, então?

Ana Alice acredita que a dosagem em relação à cultura do que faz mais sentido para cada organização é um passo primordial. Como cada empresa possui suas próprias características e são formadas por pessoas, com características únicas também, essa dosagem vai acabar definindo o melhor modelo de trabalho no “novo normal”, sem deixar de lado o antigo.

“Tratando especificamente do segmento de BPO, ainda não temos muito claro como será esse futuro. Embora estejamos falando de um processo que ainda é embrionário, temos que considerar, ao tratar da relação entre atendimento e interação, tudo o que diz respeito à segurança da informação e à qualidade da tecnologia. Pois o home-office requer atenção à inúmeras questões – dependendo de algumas operações, esses critérios/pontos são decisivos para adoção (ou não) desse modelo de trabalho”, aponta Ana.

Contudo, mesmo indo no sentido contrário às tendências atuais, a relação com as pessoas e a relação entre pessoas precisam se estreitar, pois isso, segundo Ana, é o alicerce daquilo que nem o futuro tem o poder de mudar: a entrega sempre será melhor quando apoiada por uma liderança que se faz presente genuinamente.

Escrito por Jardeson Márcio

Jardeson é Mestre em Tecnologia Agroalimentar e Licenciado em Ciências Agrária pela Universidade Federal da Paraíba. Atualmente é professor substituto na mesma Instituição e assessora a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Meio Ambiente de sua cidade.
Entusiasta no mundo tecnológico, gosta de arquitetura e design gráfico. Economia, tecnologia e atualidade são focos de suas leituras diárias.
Acredita que seu dia pode ser salvo por um vídeo engraçado.

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