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Melhores condições de trabalho para entregadores e alerta de impacto sobre INSS e SUS feita por economista

O compartilhamento da economia já vinha sendo sentida antes mesmo da pandemia de COVID-19 retardar e evidenciar a crise na economia mundial. Entretanto, a pandemia antecipou o processo de transformação e evidenciou ainda mais como os serviços online não só servem como meio de adquirir renda, como é um garantia de melhor condição de saúde e sustento familiar.

“Esses apps foram essenciais para a manutenção de muitas atividades durante a fase de isolamento social, viabilizando a subsistência de inúmeras empresas que deles se valeram para serviços de delivery e também na manutenção do orçamento familiar quando centenas de pessoas passaram a trabalhar para empresas de entregas”, explica o economista Luiz Alberto Machado, graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Mackenzie, com mestrado em Criatividade e Inovação pela Universidade Fernando Pessoa, em Portugal.

Aplicativos que geram renda extra

Hoje, cerca de quatro milhões de autônomos, tiram o seu sustento por meio de aplicativos de entrega ou consumo colaborativo, conforme dados de 2019 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além disso, a inteligência artificia é vista nas novas tecnologias em união com o surgimento de novas empresas que mantém a conexão de oferta e demanda inserido no capitalismo, de modo prático, direto e rápido, que em poucos minutos o consumidor resolve o que precisa.

Importância dos serviços online

Segundo Machado, no retorno da economia alguns serviços online e consumo colaborativo podem executar uma função vital por conceder uma gama de atividades de baixo custo, meio este que será muito importante pois as empresas tiveram seu capital de giro reduzido e o fluxo de caixa bem abaixo do normal.

Machado ainda lembra, que com o corte de gastos, a economia compartilhada ganhará cada vez mais espaço e usuários, solidificando o hábito de consumo dos brasileiros.“A substituição do “ter” pelo “usufruir” tem um apelo muito forte, sobretudo entre os jovens, cuja mentalidade dá muito valor a aspectos como igualdade, sustentabilidade, cooperação e solidariedade. A meu ver, é possível supor que, com a volta à normalidade, a tendência anterior será retomada e, em alguns casos, ampliada”.

Trabalhadores informais e suas dificuldades

Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) calcula que, em 2018, o montante dos trabalhadores informais no setor de entregas cresceu 104,2% como falta da oportunidade de vagas em trabalhos formais.

Apesar de que os apps estejam gerando vagas para quem necessita trabalhar, as entidades dos poderes públicos precisam rever como isso pode impactar no sistema de saúde e no INSS, onde grande parte destes trabalhadores não dispõem de carteira assinada ou plano de saúde.

Segundo Machado, a situação dos trabalhadores informais que trabalham para determinadas empresas não ficou muito bem entendida como o vínculo do empregado com a empresa e em casos de acidentes ocorridos. Com o não esclarecimento de tais questões, as questões resolvidas por meio da justiça se tornarão cada vez mais rotineiras.

Por Diego Magno

Graduado em Administração pela universidade Federal da Paraíba.
Assessor na Secretaria de Finanças da sua cidade.
Amante da tecnologia, também gosta de finanças e jogos eletrônicos.
Animais e natureza são os hobby favoritos.