O isolamento social imposto pela crise do coronavírus fez com que empresas adotassem o modelo de trabalho em home office e remoto para colaboradores que podem desempenhar suas funções a via internet, de sua residência. As medidas discutidas nas mesas de reuniões de várias empresas, foram, inclusive, noticiadas como um atendimento às orientações da Organização Mundial da Saúde.

Confiar ou não confiar no colaborador?

Os modelos adotados vai de encontro à não disseminação do vírus e a não desaceleração total da economia. Leandro Torres, CEO e Fundador da Organize Cloud Labs, empresa de TI que traz o home office em seu DNA desde a fundação, em 2014, coloca, entretanto, questões muito pertinentes quando se pensa em home office: “empresas e colaboradores estão realmente preparados para o trabalho remoto? Como garantir a continuidade dos negócios neste cenário de crise? E ainda: como manter profissionais motivados e produtivos?”

Leandro dá algumas dicas de como conseguir um bom resultado nesse modelo de trabalho, tanto para o colaborador quanto para a empresa:

“É crucial resgatar a confiança entre as pessoas no mundo corporativo e abandonar a ideia de que o home office pode ser uma “desculpa” para o colaborador não trabalhar ou “fazer corpo mole”. Se é essa a sensação que um gestor tem a respeito de sua equipe, se não há uma relação estabelecida de confiança, então é porque o modelo de trabalho remoto (ainda) não serve para aquela organização”, destaca o CEO da OCL.

Segundo Leandro, sair do contato físico para o gerenciamento remoto de colaboradores e projetos é um desafio, principalmente em meio a uma crise como a que estamos vivenciando. “A crise atual, por outro lado, leva organizações e líderes a refletirem sobre o futuro do trabalho, em que situações-limite podem ser constantes e nas quais, portanto, o home office tende a ser incorporado cada vez mais ao dia a dia de profissionais”, relata.

Mais importante que gerir, é ter um planejamento, uma metodologia para esta gestão e acompanhamento das tarefas. ” Num cenário de transformação digital, a metodologia de trabalho que mais tem se mostrado efetiva é a metodologia ágil (ou Agile). Trata-se de uma forma de acelerar as entregas de atividades durante o desenvolvimento de um projeto, fracionando o todo em entregas parciais e fazendo uso da Inteligência Coletiva para atingir uma meta estabelecida a cada fase – chamada de Sprint –  até a conclusão da entrega total do projeto. A metodologia ágil não garante necessariamente que um projeto seja entregue mais rapidamente, mas sim que o gestor perceberá mais valor a cada etapa, em virtude das entregas serem parciais”, explica Leandro.

Para se conseguir um bom resultado com o trabalho home office, não basta a empresa disponibilizar um bom computador ou uma boa conexão à internet, os investimentos devem abranger, também, uma plataforma tecnológica unificada capaz de gerenciar as atividades, o que muitas empresas ainda não dispõem.

“A grande maioria dos serviços ainda é executada de maneira manual e baseada em tecnologias antigas de mensageria (e-mails), processadores de textos e planilhas eletrônicas, sendo difíceis de serem rastreados e impossibilitando a gestão e o compartilhamento de conhecimento. As poucas iniciativas que foram feitas para reverter este quadro caótico acabaram sendo adotadas de maneira gradual, originando silos de informações extremamente ineficientes para a tomada de decisões estratégicas, e com o agravante do alto custo de manutenção”, destaca Leandro.

Conclusão

A não adequação ao mundo tecnológico e ferramentas que agilizem o trabalho, pode gerar ineficiência na gestão, o que pode ser bem mais caro para a empresa. Não basta investir na tecnologia, tem que usá-la!

O futuro do trabalho remoto precisa eliminar erros de processos lentos, baseados na mecanização e repetição e gerar confiança da empresa em seus colaboradores. “Em resumo, se o home office se impõe como o modelo de trabalho do futuro, seja por necessidade ou por visão empresarial, o primeiro passo é trabalhar a relação de confiança que a empresa tem com seus colaboradores.

Adotar uma metodologia como a Agile para a gestão de tarefas de cada colaborador de forma eficaz é o passo seguinte, e, por fim, temos a questão do investimento em plataformas tecnológicas que atuem na racionalização e padronização de todos os processos, garantindo a execução simplificada e efetiva de planos de continuidade de negócios, mitigando riscos e atendendo a necessidades regulatórias e dos acionistas”, finaliza o CEO Fundador da Organize Cloud Labs.