Em meio à pandemia provocada pelo Covid-19, viajar acabou saindo do roteiro de pessoas do mundo inteiro. Com isso, as agências de viagens se viram em situação de endividamento. Mas será que o melhor caminho é recorrer a um empréstimo?

Na última terça-feira, dia 9 de junho, durante uma live transmitida pelo Núcleo Grow UP, o convidado Fábio Marchezin, sócio da Manhattan Investimentos, destacou os três pilares de ações que fazem toda a diferença e que devem ser consideradas antes de recorrer às negociações.

O que considerar antes de recorrer às negociações?

Segundo Fábio, primeiro deve-se analisar o endividamento da agência de viagens, dispor de um planejamento consistente e apresentar todas as informações bem organizadas.

Deter o máximo de informações acerca do negócio, principalmente em momentos de crise, é o caminho mais curto para se criar um cronograma mais preciso de medidas para enfrentar o cenário instável e, caso seja necessário recorrer a empréstimos financeiros com condições mais atrativas.

“A agência de viagens que tem bom planejamento faz a diferença no mercado e ainda consegue taxas de juros mais atrativas junto às instituições financeiras. No entanto, para que tudo isso aconteça, os processos devem ser bem definidos, as informações de fácil entendimento e apresentadas de forma organizada e com o máximo de transparência”, ressalta Fábio Marchezin.

Marchezin também ressalva que deve-se fazer uma análise minuciosa para identificar se realmente a agência precisa desse crédito, pois poderá virar uma bola de neve e será cada vez mais difícil sair das dívidas. “Em relação às agências de viagens, é preciso que reflitam para saber se vale a pena entrar em uma dívida para quitar outras. Neste sentido, definir o plano de negócios, considerando como a empresa performava antes da crise e ter o controle dos custos fixos e variáveis, das receitas e despesas, é indispensável”, destaca.

O especialista diz, ainda, que o planejamento evita empréstimo sem necessidade e dívidas desnecessárias. “Estar ao lado do cliente no atual momento joga uma luz sobre o cenário futuro, pois o empresário poderá ter noção se no pós-crise ele terá esses mesmos clientes para sustentar a receita”, conclui.

O que fazer para não cair em mais dívidas?

O gente de viagens precisa avaliar bem a estratégia definida e o desenvolvimento das ações ao final de cada etapa. É preciso analisar o cenário atual, mas não esquecendo de fazer um planejamento estratégico á longo prazo.

Para Rafael Santos, sócio do Núcleo Grow UP, “o empréstimo financeiro é uma alternativa paliativa para dar fôlego ao caixa da agência, mas como destacou bem o nosso convidado, é preciso ter cuidado para que o firmamento desse acordo não se transforme em um novo problema”.

O planejamento é a chave apontada pelo especialista, inclusive para o enfrentamento de uma possível nova crise, além, é claro, de uma boa organização e comunicação.